Nada de sobriedade
Não quero sutilezas
Nem suavidades
Dê-me a dureza de uma verdade
Com toda sua contundência
A pura verdade que emudece
Que não aceita argumentações
Que enche os olhos d’água
E bota um nó na garganta
A verdade que me bate à face
E para quem ofereço a outra sem hesitar
A cruel verdade que me dizes olho no olho
A verdade que me tira o chão
E que me afasta da zona de conforto
A verdade das ilusões perdidas
E da inútil esperança
Dê-me sempre a verdade
E a verdade me libertará da angústia do talvez
Ah, mas a mentira é tão doce!