Este é o último texto que escrevo pra você. Até porque, você já não é mais o protagonista de minhas histórias. Você não está mais disponível em minha prateleira de produtos ordinários. De você tenho apenas recordações de poucos momentos de prazer instantâneo e fulgaz. Felicidade barata com hora marcada e fim determinado. Tudo tem prazo de validade. As festas acabam por mais que ainda tenha docinhos na mesa. Foi o fim da nossa festa. O que mais poderia ter sido? Não poderia. Comemos do prato do dia. Nos lambuzamos com a sobremesa chinfrim, era cortesia da casa. O que vem de graça quase sempre é bem vindo e pouco valorizado. E eu me dei de graça. Ignorei todas as ponderações da razão. Dispensei tempo e sentimentos. Foi um risco. Risco que vou correr quantas vezes for necessário. Não tenho medo de errar. Nem de perder. Não tenho medo de amar. Nem de dizer. E eu amei você a troco de nada. Me parece que amor é assim mesmo. Sei que tudo foi tão bom e tão ruim na mesma intensidade. Agora a roda gigante parou. E amanhã quando acordar não vou mais pensar em você. Não vou sentir vontade ou saudade. Nem amor ou rancor. Nada. Está tudo, definitivamente acabado.
que lindo…
adorei…
linkei num post… bjussssssss
Bonito, mas muito triste. Espero que você consiga passar por cima desse seu inferno astral e colocar pontos finais em suas histórias tristes. Fim do ano não é só para olhar para trás e pensar no que não se fez, ou não cumpriu, mas pensar no que virá e nas inúmeras oportunidades de ser feliz que estão te esperando bem ali, em 2009.
Vcs ja ouviram falar em “eu lirico”? Entao, não e obrigado ela está “vivendo esse inferno astral” para escrever isso! é assim q são os poetas!
” se há um risco no salto, há um também na plataforma: de viver uma vida morna, no máximo, balançar”
sem risco não há recompensa, eu acho.