Aprendi com meu pai que não devemos adiar a realização de nossos desejos, principalmente aqueles mais simples, cotidianos, quase sempre desprezados por darmos a eles pouca importância. Vestir uma roupa nova, comer algo que se está com vontade ou abraçar alguém que se gosta. Ele estava certo, teve pouco tempo para fazer as coisas que gostava.
Me lembrei disso hoje porque o vinho que comprei, para tomarmos naquela noite, caiu no chão ainda fechado. Nunca mais tomaremos um vinho como aquele, com o mesmo sabor e aroma. Perdemos, para sempre, a oportunidade.
